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Revista Digital

Edição #

41

6 de jun. de 2025
à
12 de jun. de 2025

No último domingo, o Terreiro de Umbanda Vovó Benta foi preenchido pelo cheirinho delicioso de mais uma feijoada – dessa vez com a força dos Pretos e Pretas Velhas! Foi dia de celebrar a festa de “Bate Tambor de Senzala”, que homenageia a força ancestral e a liberdade daqueles que foram trazidos para o Brasil, de diversas regiões do continente africano, e foram escravizados durante a colonização do país. Nesse duro período, tiveram que adaptar sua cultura, sua fé e seus costumes, para preservar a conexão e proteger suas raízes em um ato de resistência, que se multiplicou em diversas tradições no Brasil. A Umbanda é uma delas, cultuando – entre muitas tradições – a força, sabedoria e conhecimento ancestral de algumas nações africanas. Aqui vale destacar um dos elementos mais importantes: os orixás que nos guiam.


Além dos Pretos Velhos, nossa festa também celebrou mais um ano de TVB! Um momento de recordações, homenagens e festividade pelos anos de trabalho, acolhimento e união de todos os médiuns e assistência que já passaram pela nossa casa. São 12 anos desde que Mãe Lilian de Iemanjá decidiu aceitar seu sacerdócio e caminhar com um novo propósito: o de cuidar das pessoas, orientar nossos passos com ajuda dos guias e dos orixás, e dirigir a Casa da Vó – que abriga não só as giras de Umbanda, mas também os inúmeros projetos sociais que acolhem e auxiliam todos que conhecem o Terreiro. Afinal, sob a fundamentação da Umbanda Pés no Chão, orientada por Pai Fernando de Ogum no Terreiro Pai Maneco (a raiz do TVB), nossa religião se sustenta pelo amor, pela fé e pela caridade, sob os pilares da luz, do som e do movimento. E que tal um recado especial para resumir tudo isso?


E é com uma raiz forte, com uma fé antiga e amor infinito, que a Mãe Lilian conta mais sobre seu propósito na nova coluna da Revista Digital do TVB! Além da novidade, a edição da semana traz os preparativos dos médiuns para a renovação de Amaci, que acontece no sábado. Também conta as atualizações dos projetos culturais, sociais, esportivos e terapêuticos do TVB. Faça uma pausa para conferir tudo e mais um pouco, e vem pra Casa da Vó! 👵🏾🩵





Do meu coração para vocês: 12 anos de caminhada do Terreiro de Umbanda Vovó Benta - por Mãe Lilian de Iemanjá

Há caminhos que a gente não escolhe, eles escolhem a gente.

E há missões que nascem muito antes que possamos dar um nome a elas.


Assim começou a história do nosso Terreiro de Umbanda Vovó Benta. Muito antes de 2013, antes da primeira vela acesa em nossa casa, antes da primeira defumação, antes da primeira gira, havia um chamado batendo no meu peito. Um chamado que eu relutei em ouvir. Como contei no meu primeiro livro, esse chamado veio inesperado, desconcertante, profundo. Foi sendo tecido aos poucos, no tempo da minha alma, até que não havia mais como silenciar.


Em junho de 2013, esse caminho se revelou com toda a sua força. De uma realidade e de uma entrega nasceu o nosso terreiro. Começamos pequenos, simples, com um punhado de médiuns de boa vontade e um enorme desejo de servir.


Cada ponto cantado, cada folha batida, cada orientação recebida me dizia que estávamos exatamente onde deveríamos estar.


Nestes 12 anos, nossa casa cresceu. Cresceu não só nas paredes que hoje nos abrigam, mas no espírito. Cresceu na confiança da nossa corrente, no amor da assistência, na força dos projetos sociais que se tornaram uma extensão da nossa missão espiritual. Cresceu no entendimento profundo de que mediunidade, espiritualidade e caridade são inseparáveis.


Eu vejo isso todos os dias no olhar de vocês. Vejo na dedicação de quem cozinha as marmitas, de quem recolhe e distribui os alimentos na Xepa Solidária, de quem acolhe cada irmão e irmã que aqui chega em busca de um pouco de alento. Vejo na alegria das crianças que recebem um prato quente, um brinquedo, um carinho. Vejo nos olhos marejados de quem, ao sair daqui, leva consigo um novo sopro de vida e felicidade.


E eu digo a vocês, com toda a humildade do meu coração de mãe de santo: tudo isso é obra coletiva. Esta casa não é minha. É de todos nós. É da espiritualidade, é da Vovó Benta, é de cada um e cada uma que aqui deposita fé, trabalho e amor.


Ao longo desta caminhada, eu também aprendi muito. Aprendi que liderar é servir. Que a missão sacerdotal é feita de entrega diária, de vigilância, de renúncia, de cuidado profundo com cada vida que nos é confiada. Aprendi que é preciso sempre olhar para trás com gratidão e para frente com coragem.


Hoje, celebrar esses 12 anos é para mim uma emoção difícil de colocar em palavras. Porque eu vejo, como num grande filme, cada momento que vivemos juntos. Vejo as primeiras giras, as primeiras marmitas, as primeiras bênçãos recebidas. Vejo as dificuldades que superamos juntos, as lágrimas que enxugamos, os abraços que curaram.


Mas, acima de tudo, vejo um futuro que ainda nos espera. Um futuro de muito trabalho, de muitas mãos unidas, de uma Umbanda cada vez mais viva, cada vez mais comprometida com o bem, com a justiça, com o amor.


Por isso, hoje, de todo o meu coração, eu agradeço a cada filho e filha desta casa. Aos que começaram comigo. Aos que chegaram depois. Aos que já partiram, mas deixaram sua marca. Aos que, talvez sem saber, ajudaram a construir este chão sagrado.


Que a nossa Vovó Benta continue nos conduzindo com sua doçura e sabedoria. Que nossos Orixás sigam nos fortalecendo. E que nós, juntos, possamos celebrar muitos e muitos anos mais de fé, de serviço e de amor.


Saravá, minha Vovó Benta!

Saravá, minha Umbanda!

Saravá a cada um e cada uma de vocês que fazem esta casa pulsar de vida!


Que os Pretos Velhos nos abençoem e os Exús nos protejam!


Axé, sempre!



Giras

Gira de Segunda (Mãe Lilian)

A gira de segunda-feira marcou o início da semana de comemoração do 12º aniversário do Terreiro de Umbanda Vovó Benta! Após a festa "Bate Tambor de Senzala", que homenageia e reverencia todos os Pretos Velhos e nossa ancestralidade, celebramos também o aniversário do terreiro em junho. Este mês é significativo por ser o período do cruzamento de Mãe Lilian de Yemanjá e da realização da primeira gira, há 12 anos, no "terreirinho" que começou na casa da família.


Mãe Lilian iniciou a reflexão perguntando como nos sentimos diante do frio – não apenas o frio externo das baixas temperaturas, mas o frio interno e pessoal, referindo-se energeticamente, espiritualmente ou emocionalmente. Como nos percebemos nessa condição e como reagimos? Com mau humor, descontentamento ou de outra forma? Como lidamos com essa situação para que nosso dia não perca seu sentido e sua razão de existir?


Precisamos zelar para que esse frio não prejudique nossa realidade e buscar ânimo e bons sentimentos, seja na força dos Orixás ou na oração sincera pedindo proteção contra esses sentimentos, permitindo reverter essa condição desfavorável. Nem sempre é fácil ou simples, mas é fundamental buscar essa melhora, sem culpar o carma ou o destino para justificar uma condição difícil de superar. É preciso ter a certeza de que toda situação oferece uma oportunidade de aprendizado ✨


Confira o relato completo de Pai Luiz aqui!

A gira de segunda-feira marcou o início da semana de comemoração do 12º aniversário do Terreiro de Umbanda Vovó Benta! Após a festa "Bate Tambor de Senzala", que homenageia e reverencia todos os Pretos Velhos e nossa ancestralidade, celebramos também o aniversário do terreiro em junho. Este mês é significativo por ser o período do cruzamento de Mãe Lilian de Iemanjá e da realização da primeira gira, há 12 anos, no "terreirinho" que começou na casa da família.


Mãe Lilian iniciou a reflexão perguntando como nos sentimos diante do frio – não apenas o frio externo das baixas temperaturas, mas o frio interno e pessoal, referindo-se energeticamente, espiritualmente ou emocionalmente. Como nos percebemos nessa condição e como reagimos? Com mau humor, descontentamento ou de outra forma? Como lidamos com essa situação para que nosso dia não perca seu sentido e sua razão de existir?


Precisamos zelar para que esse frio não prejudique nossa realidade e buscar ânimo e bons sentimentos, seja na força dos Orixás ou na oração sincera pedindo proteção contra esses sentimentos, permitindo reverter essa condição desfavorável. Nem sempre é fácil ou simples, mas é fundamental buscar essa melhora, sem culpar o carma ou o destino para justificar uma condição difícil de superar. É preciso ter a certeza de que toda situação oferece uma oportunidade de aprendizado.


Outra questão importante para a reflexão é sobre as coisas que, muitas vezes, achamos que conhecemos demais ou acreditamos saber mais que os outros. Na verdade, não sabemos o suficiente para realmente entender o que precisa ser feito para melhorar uma situação ou para fazer um juízo correto sobre os desafios da vida. Por exemplo, em um relacionamento onde você acredita ter perdido o respeito ou o amor por alguém. Se houve em algum momento no passado esse respeito e/ou amor, é preciso compreender onde e por que ele se perdeu, ou mesmo de que forma isso ocorreu, pois isso não muda repentinamente. Sempre há algo que se afastou ou se perdeu em palavras mal-ditas ou ações impensadas. É preciso compreender se o ego exacerbado nos afastou ou se a falta de cuidado com as palavras e atitudes causou a ruptura. Compreender tudo isso é de extrema importância para cuidar de nossos relacionamentos, sejam eles amorosos, profissionais ou mesmo espirituais. É assim que precisamos refletir para agir corretamente, sem tentar ser o dono da razão nem se sujeitar à opinião de outros ou a situações que fujam ao nosso controle, levando a atitudes equivocadas que podem causar mais infelicidade do que satisfação.


Utilizando o próprio exemplo de sua compreensão passada, no início de sua jornada em plena juventude, Mãe Lilian tinha uma presunção particular sobre o que seria ser feliz. Essa definição resumia-se unicamente ao seu "eu", pois tudo se limitava a almejar benefícios individuais – (para melhor entendimento, é recomendado conhecer a história contada no livro escrito por ela, que cita essa fase de sua vida). No entanto, após tantas transformações em sua vida, em todas as áreas, inclusive do próprio corpo, condição e limitações humanas, houve um grande despertar espiritual que tornou este terreiro possível e viável até hoje, ao longo desses 12 anos. O cerne dessa casa de fé é o amor às pessoas. Foi o amor que Mãe Lilian sente pelas pessoas que transformou sua vida. E esse amor é em essência, pois não é "passar a mão na cabeça com complacência", mas sim tratar com sinceridade e amorosidade para trazer a realidade e tentar mostrar como a verdade se apresenta, permitindo à pessoa uma avaliação mais plena. No entanto, por mais que muitas vezes se queira, não é possível atender a todas as expectativas plenamente o tempo todo.


Em razão de tudo que vivenciou e vivencia até hoje, é impossível afirmar que esteja sempre pronta ou plenamente preparada como Sacerdotisa, mas sim em pleno desenvolvimento e aprendizado, pois esse é um processo permanente na busca pelo bom cumprimento da missão confiada pelos Pais e Mães que a formaram e diante dos espíritos que se apresentam para o trabalho diário e perene na caminhada da Umbanda.


Se fosse possível discernir sobre tudo antes de agir, provavelmente não passaríamos por tantos sofrimentos, nem tanto ego, nem egoísmo, nem tanta fome ou tanta inconformidade com a vida. Essa é uma grande reflexão que precisamos trazer para a atualidade, para buscar melhorar nossa qualidade de vida e as decisões para nossas relações pessoais, morais e espirituais. Ame-se mais, você é o que aprende aqui dentro e aplica na vida diária lá fora.


Após a reflexão e orientações, iniciaram-se os rituais para abertura da gira. Seu Curumataí preencheu o ambiente com sua chegada e deu início aos trabalhos de atendimento àqueles que vieram para o tratamento da ansiedade e depressão. Após o passe, trouxe os Caboclos de Oxóssi, sob o comando de Seu Ubiratã, para limpeza e o bate folhas. Em meio ao tratamento, Seu Curumataí passou os trabalhos à Vó Benta, que chegava para complementar as atividades, trazendo juntamente a alegria dos Erês para abraçar todos que ali estavam à espera de um alento e carinho. Vó Benta chegou com sua alegria e amor muito peculiares e trouxe consigo o Erê Mateuszinho, que encheu o ambiente de alegria, especialmente quando ganhou seu pirulito colorido.


Vó pediu para que todos refletissem sobre o que representa para cada um em sua vida 12 anos de vida. O tempo não pode ser seu inimigo, não pode ser escravizado pelo tempo registrado no relógio criado pelo homem, o que leva muitos a correr atrás de tudo em razão da escassez do tempo, e isso faz com que se esqueçam que o tempo nesta terra é igual para todo mundo. A diferença da sabedoria está na pressa que cada um define para sua vida. Alguns comem a banana verde, outros preferem esperar amadurecer e ainda conseguem dividir. Se a tempestade te afoga na pressa para tudo, vocês acabam perdendo a oportunidade de aprender com a calma e a paciência de uma reza. O agora tem que ser da consciência.


A Vó tem apenas um pedido a fazer pelos doze anos: sempre em junho se comemora o assentamento e a raiz desta casa. No final do próximo mês de julho, será o momento de comemorar a força de Pai Maneco, e haverá o dia em que se celebrará a raiz desta casa com gratidão por esse espírito que veio antes. Assim, pediu para que toda a hierarquia fosse ao meio para trazer os Pretos Velhos. Logo em seguida, chamou a força de todas as crianças, sejam Erês e Curumins, para o atendimento conjunto a todos que ali estavam.


A felicidade não depende de nosso Pai Criador, nem das crianças que ali se apresentam, depende da consciência de cada vivente. A Vó fez uma linda oração pela paz interior e pela liberação dos pensamentos mesquinhos e ruins, pedindo entendimento e compreensão, bem como o perdão devido àqueles que nos magoaram. Pediu proteção e bênção a todos e depois pediu que todos entoassem o Pai Nosso nessas intenções. Após finalizar os atendimentos, os Erês e Pretos e Pretas Velhas foram à Oló.


Vó Benta falou sobre o bom sentimento que deve ser colocado em cada oração, em cada vela. Orientou a assistência a utilizar a vela do dia para fazer, neste dia, a oração do coração pelo bem e prosperidade do próximo, para que você também possa ser abençoado. A vela acesa na gira deveria ser apagada e guardada, e não deverá ser acesa em um único momento; deverão guardar para um momento de dificuldade ou necessidade, o tempo de uma oração sincera e não de palavras prontas. "Quanto mais felicidade eu dou, mais felicidade chega até mim." Assim finalizou suas palavras, chamou os Pretos Velhos e foram à Oló.


Na segunda parte da gira, foi o momento do trabalho dos Caboclos. Foi então que Seu Pena Branca se apresentou, com toda sua maleabilidade e força, como sempre trazendo juntamente na firmeza dos trabalhos a força dos Curumins. Chamou os Caboclos de Oxóssi para os atendimentos à assistência, enquanto isso convocou a corrente mediúnica a trazer os Caboclos de Xangô para atender as pessoas com situações familiares ao meio. Logo em seguida, convidou a todos que quisessem para sentir a força de Mãe Iansã, e quem conseguisse poderia trazer e vibrar essa energia, na força dos ventos e da transmutação. Após finalizar a limpeza com as águas e ventos de Iansã, Seu Pena Branca finalizou os trabalhos e foi à Oló. Gratidão por mais uma gira!


Gira de Terça-Feira (Pai Gustavo)

Mais uma noite de ensinamentos e acolhimento, para aquecer os corações mesmo em meio ao frio! Na primeira parte da gira, a corrente recebeu o Caboclo Ubirajara para conduzir os trabalhos da gira. Na sequência, ele chamou Vó Benedita para acompanhá-lo nos atendimentos da primeira parte e na vibração das Sete Linhas. A força dos Pretos e Pretas Velhas se intensificou com a chegada desses espíritos e trouxe ternura e acolhimento para os assistidos e seus pets. 


Para o passe da assistência, os Caboclos de Oxóssi também vieram para os trabalhos, conforme as orientações recebidas de S. Ubirajara. As águas de Iemanjá, com sua energia de limpeza, atuaram no descarrego durante o momento de cura. Após o intervalo, mais espíritos de luz estiveram em terra para atender os consulentes. Dessa vez, uma gira Neutra com a força florida e colorida de todo povo Cigano - com trabalhos conduzidos por S. Zé Ferino, que veio da linha de Baianos 🪭🥥


Gira de Quinta-Feira (Mãe Lilian)

Em uma noite fria, a gira de quinta-feira conduzida pela Mãe Lilia de Iemanjá, iniciou com uma reflexão movimentada. Para aquecer o corpo e facilitar o entendimento, nos convidou a continuar dançando, ainda que sem música. Foi esse movimento corporal que ela comparou com os problemas que enfrentamos diariamente. Refletindo sobre o quanto tempo do nosso dia nos preocupamos com aquilo que nos incomoda. Os problemas existem e precisam ser resolvidos, mas as nossas atividades diárias necessitam de continuidade. Não é possível passar o dia todo direcionando nossas energias e tempo para a resolução das dificuldades. É preciso analisar, entender a causa e dentro de nossas realidades destinar um momento do dia para essa resolução. Dessa maneira, com equilíbrio e determinação, conseguimos vencer as batalhas diárias com sabedoria e eficiência. 


O rito inicial aconteceu e com a força do canto e do couro, recebemos a presença forte e enérgica do S. Curumataí para comandar os trabalhos. Nessa noite, dezenove pessoas que procuraram nossa casa de fé em busca de auxílio físico e foram atendidas nas cirurgias espirituais. A energia do Tamoios finalizou o atendimento e na sequência a força de Oxum tomou conta de todo o congá. 


Nesta noite também aconteceu a renovação de Amaci dos pais e mães dirigentes e dos pais e mães pequenos da casa. Com toda a ritualística tradicional, S. Curumataí cruzou todos na energia dos seus pais de cabeça. Logo em seguida, para surpresa e alegria de todos, Vovó Benta veio em terra para dar continuidade ao ritual. Explicou que em função dos doze anos da casa, os trabalhos se intensificarão e isso justificava a presença dela conduzindo o momento da lavagem de cabeça. Falou sobre a importância de sermos uma grande família, no respeito e no amor, e em um momento emocionante e histórico lavou a cabeça de todos os pais e mães dirigentes juntos 🌿

Confira o relato completo de Pai Amilton clicando aqui!

Em uma noite fria, a gira de quinta-feira conduzida pela Mãe Lilia de Iemanjá, iniciou com uma reflexão movimentada. Para aquecer o corpo e facilitar o entendimento, nos convidou a continuar dançando, ainda que sem música. Foi esse movimento corporal que ela comparou com os problemas que enfrentamos diariamente. Refletindo sobre o quanto tempo do nosso dia nos preocupamos com aquilo que nos incomoda. Os problemas existem e precisam ser resolvidos, mas as nossas atividades diárias necessitam de continuidade. Não é possível passar o dia todo direcionando nossas energias e tempo para a resolução das dificuldades. É preciso analisar, entender a causa e dentro de nossas realidades destinar um momento do dia para essa resolução. Dessa maneira, com equilíbrio e determinação, conseguimos vencer as batalhas diárias com sabedoria e eficiência.


O rito inicial aconteceu e com a força do canto e do couro, recebemos a presença forte e enérgica do S. Curumataí para comandar os trabalhos. Nessa noite, dezenove pessoas que procuraram nossa casa de fé em busca de auxílio físico e foram atendidas nas cirurgias espirituais. A energia do Tamoios finalizou o atendimento e na sequência a força de Oxum tomou conta de todo o congá.


Nesta noite também aconteceu a renovação de Amaci dos pais e mães dirigentes e dos pais e mães pequenos da casa. Com toda a ritualística tradicional, S. Curumataí cruzou todos na energia dos seus pais de cabeça. Logo em seguida, para surpresa e alegria de todos, Vovó Benta veio em terra para dar continuidade ao ritual. Explicou que em função dos doze anos da casa, os trabalhos se intensificarão e isso justificava a presença dela conduzindo o momento da lavagem de cabeça. Falou sobre a importância de sermos uma grande família, no respeito e no amor, e em um momento emocionante e histórico lavou a cabeça de todos os pais e mães dirigentes juntos.


De mãos dadas, auxiliando um ao outro, com confiança e dedicação necessários para conduzir os trabalhos. Na sequência, chamou as entidades que conduzem cada gira e proporcionou um momento de conversa, conselhos e acolhimento com os pais e mães pequenos que compõem a frente do congá. Foram eles que lavaram as cabeças e renovaram juntos o compromisso e a responsabilidade diante do novo tempo que está por vir.


Após um breve intervalo, a energia transformadora e incisiva das Pombagiras tomou conta do terreiro. Dona Maria Padilha das Almas chegou em terra com um propósito claro: trabalhar pelo AMOR. Aqueles que já possuem um relacionamento seriam atendidos bem como aqueles que buscam. Todos os quarenta e dois assistidos em consulta na noite tiveram a possibilidade de receber orientação com as Pombagiras. Tinha sido orientado anteriormente que quem desejasse auxílio para questões amorosas, levasse para o trabalho de ontem uma rosa vermelha e uma vela branca. Com orientações direcionadas ao amor próprio como elemento importantíssimo da nossa existência, Dona Maria Padilha instigou a todos a despetalarem as rosas e banharem-se com as pétalas. Dessa maneira poderiam reforçar a sua beleza e exclusividade do ser, aceitando-se a se amando da maneira que se é.


Em seguida, após todas as velas estarem acesas, foi orientado que elas se quebrassem. Afastando assim todo e qualquer sentimento pequeno e prejudicial. Entendo que cada um é luz, fagulha Divina nesse plano. Para os caules de todas as rosas, foi orientado que se encontrasse o bulbo e, de maneira pacienciosa, esperasse brotar. Dessa forma, o amor próprio também brotaria e criaria raízes fortes dentro do coração de cada um. Assim que todos os ensinamentos foram repassados e a força do amor próprio vibrava em cada coração, as Pombagiras se despediram e Padilha nos deixou com esse exercício diário: se amar, se respeitar e ser o protagonista de nossas histórias.

Saravá Dona Maria Padilha das Almas! Saravá o Amor!



Projetos esportivos

Dança do ventre

Na festa, nossas alunas romperam barreiras e brilharam em coreografias de muita dedicação e empenho. Tivemos ainda a participação do amigo Daniel Domingues em um solo com espada, do Norton Turra (marido da aluna Sandra Cardoso) dançando tahtib e do McRayders Raciop (marido da professora Cris Farah) tocando tabl (tambor árabe) 🪭



Dança cigana

Na festa de domingo, nossas alunas apresentaram sua homenagem à Mãe Lilian e a todos que fazem parte do TVB. Para a professora, gratidão define os encontros, as motivações e o crescimento que cada aluna desenvolve durante as aulas. E as atividades não param mesmo com termômetro marcando 10°! Na última segunda, o grupo trabalhou ritmos para soltar o quadril, dar mais firmeza nos deslocamentos e giros. Frio passou longe! Também foram feitas algumas observações sobre as apresentações de domingo. Confiantes e mais seguras, o projeto flui cada vez mais! 💃🏾








Projetos terapêuticos

Terapias integrativas

Uma nova semana de atendimentos no Espaço Terapêutico Pai José! Mesmo com frio, corações quentinhos para as Terapias Integrativas e Complementares. Na terça-feira, a equipe Lavanda reuniu 17 terapeutas voluntários para atender presencialmente 27 assistidos e dois pets; outras 120 pessoas foram beneficiadas pela energia Reiki via atendimento à distância. Além dos atendimentos, a equipe refletiu sobre a respiração, e sobre o quanto parar e respirar auxilia a manter sentimentos serenos. Já na quarta, a equipe Capim-Limão, com seus 12 terapeutas voluntários, atenderam 19 pessoas presencialmente. Os assistidos levaram cobertinhas e até travesseiro para um atendimento mais aconchegante 🪻🍋



Projetos sociais

Xepa e Feira Solidária

Você sabia que a Xepa e a Feira Solidária são projetos que caminham juntos? Um não existe sem o outro. É a coleta com nossos feirantes parceiros que garante alimentos de alto valor nutricional para nossa comunidade! No último fim de semana de trabalho, nossos 20 voluntários se distribuíram entre coleta, separação e entrega dos alimentos que são entregues (em sua maioria) para as famílias que participam toda semana fazendo sua feira nos pontos de distribuição 🍅🥦


Total Coleta Xepa Solidária - 525,25kg, sendo:

🥬 Destinado à Feira Solidária: 388,10 kg

🍽️ Destinado à cozinha: 24,10 kg

♻️ Destinado à compostagem: 113,00 kg






Marmita Solidária



Projetos culturais

Notícias da Crochêterapia TVB – Uma tarde cheia de pontos, laços e muito sabor!

Uma tarde cheia de pontos, laços e muito sabor! Mais uma terça-feira encantadora no nosso encontro de Crochêterapia do Terreiro Vovó Benta! As agulhas seguiram a todo vapor, mas como sempre, foi o carinho, a união e a alegria do grupo que aqueceram de verdade a nossa tarde.


As participantes que começaram do zero já estão dominando com segurança as correntinhas e os pontos baixos e altos. E quem já tinha mais prática avançou para novos desafios: o crochê filet e o crochê circular estão fluindo lindamente!


E tem mais: a nossa produção não para de crescer. Além das toucas, nesta semana também confeccionamos cachecóis e sapatinhos que logo aquecerão os corações e os corpinhos das crianças do Lar Moisés. Cada peça que sai de nossas mãos leva junto uma dose generosa de amor, cuidado e intenção de acolhimento.


Nosso lanche da tarde foi um verdadeiro momento de celebração. Tivemos um delicioso empadão de frango com gordura de porco, preparado com muito carinho pela própria Mãe Lilian especialmente para todos saborearem juntos. Não sobrou nadinha! Foi só elogios! Um sabor que aqueceu tanto quanto nossos fios coloridos.


E como dizemos em toda semana: o que se conversa na Crochêterapia, fica na Crochêterapia! E como é bom ter este espaço de convivência, aprendizado e partilha.

Lembrando que, para aproveitarmos ainda mais esses momentos preciosos, nosso horário ampliado segue firme: das 14h às 18h.


Seguimos juntas, tecendo fios e fortalecendo laços. Porque aqui, cada ponto carrega um gesto de amor, e cada peça confeccionada é um abraço que atravessa as linhas do tempo e do tecido. Até a próxima terça, com muito mais Crochêterapia, união e axé! 🧶



Projeto X

No projeto X deste sábado, nossos jovens conversaram sobre a construção das histórias pessoais em forma de parábolas. Trabalhamos o conto do Reino das Virtudes falando sobre a verdade nua e crua, a verdade como acusação e a verdade como parábola. Fizemos as associações cabíveis com as orientações dos Exus, Caboclos e Pretos-Velhos. Depois, cada um contou uma parábola, trazendo do fundo do coração uma verdade sobre si 💡



Biblioteca Pai José

Confira as leituras disponíveis em nosso site. E que tal indicar um título para a próxima edição da Revista Digital TVB ? Preencha os dados abaixo e sugira a próxima leitura! 🦉




Publicado em:

14 de junho de 2025

Horário das giras:

Segunda a Sexta - 19h às 23h

Sábados - 17h às 21h

Nossa raiz é forte. Nossa fé é antiga. Nosso amor é infinito.

© 2024 by Instituição Religiosa de Umbanda Vovó Benta

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