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Revista Digital

Edição #

50

8 de ago. de 2025
à
11 de ago. de 2025

Muitos pés pisaram o chão sagrado do Terreiro Vovó Benta nesta semana! Aqueles que foram aos trabalhos mediúnicos, aos trabalhos voluntários, às celebrações, aos encontros e partilhas… muitos espíritos, muitas mentes, muitas histórias! Todos que, dia ou outro, se uniram para formar em uma linda comunhão, uma história em conjunto.


Destas histórias, celebramos com muita alegria o cruzamento dos novos Ogãs do TVB, que dedicam sua mediunidade, sua atenciosidade e claro, suas mãos para que o toque, o som, a energia que vibra dos instrumentos e da música sejam respostas dos corações: firmes, intensos, fortes e verdadeiros! Em momentos lindos como este, impossível não intencionar que nossa resposta ao couro seja tão verdadeira quanto! Que possamos sempre agir, orar e movimentar o axé com lealdade e com nossa essência mais pura e verdadeira.


Enquanto dentro do terreiro, nas giras, o couro vibrava e os espíritos (encarnados e desencarnados) trabalhavam, a força voluntária movimentava o axé nas ruas e com a comunidade de Curitiba, com a energia em movimento dos projetos de saúde física, saúde mental e espiritual! Em cada verdura colhida na xepa/feira, em aluno se encantando por um ponto de crochê, em cada marmita entregue… 


E falando em marmita, tem um relato especial pra ser lido nesta semana! Vem se aprofundar naquilo que construímos juntos! Axé! 👵🏿💚🪘


Giras

Gira de Segunda (Mãe Lilian) - Relato por Pai Luiz de Oxóssi 🍃

A gira começou com uma reflexão amorosamente conduzida sobre a importância de voltarmos o olhar para dentro antes de buscar compreender o mundo ao nosso redor. Relembramos o tema do “Ser” e mergulhamos no “Perceber”, entendendo que é preciso equilíbrio entre o interno e o externo. Foi um convite ao autocuidado, ao autoamor e à transformação do nosso fazer diário, para que até as tarefas mais simples se tornem mais leves e significativas. Afinal, a vida é feita de ciclos, mudanças, superações e da capacidade de valorizar tudo o que é bom.

Durante os trabalhos, a força de Ogum, Iemanjá, Oxóssi, Oxum e Iansã envolveu a todos com limpeza, cura, fortalecimento e energia. Recebemos o bate-folhas, os banhos e a vela da semana. Novos ogãs foram cruzados e acolhidos, recebendo palavras de orientação sobre humildade, compromisso e responsabilidade no toque dos tambores — lembrando que a verdadeira firmeza vem do coração que se entrega com fé.

Na segunda parte, Seu Zé Pilintra, junto aos Baianos, trouxe um ensinamento profundo sobre justiça, verdade, amor e união familiar. Aprendemos que para receber é preciso também oferecer, e que cuidar de si é um ato essencial antes de cuidar do outro. Reforçou-se que fé, sinceridade e lisura são alicerces, e que o coco usado no ritual representa a própria pessoa — sua força, sua essência e sua luz interior.

O trabalho com os cocos e velas simbolizou firmeza, conexão com o orixá e a necessidade de manter acesa a chama dentro de nós. Foi um lembrete carinhoso de que nossa fé deve estar sempre firmada e de que não precisamos buscar fora o que já pulsa em nosso coração e nos lugares de luz que habitamos.

Encerramos com a subida de Seu Zé Pilintra, Seu Zé Pretinho e Tio Antônio, levando à tronqueira os elementos trabalhados, sob saudações e cânticos cheios de axé.

Saravá Seu Zé Pilintra! Saravá Seu Galo Preto! Saravá todos os Baianos e Malandros! Que os Pretos Velhos nos abençoem e que os Exus nos guardem e protejam! 🥥🕯️♣️


Gira de Terça-Feira (Pai Gustavo) - Relato por Mãe Cris de Iansã ⚡

Nesta terça-feira, Pai Gustavo de Oxóssi nos conduziu a uma profunda reflexão sobre os Orixás como as forças da natureza que verdadeiramente são, pois são forças vivas, que fazem parte do mundo, da nossa vida e também de nós mesmos. Falou sobre a importância de reconhecermos como essas energias nos fortalecem e, muitas vezes, habitam dentro de nós.

Lembrou ainda que não devemos limitar os Orixás a um único aspecto: Oxóssi, por exemplo, não é apenas a força das matas, mas também a fartura, a sabedoria e muito mais.

Com a gira iniciada, S. Ubirajara conduziu os trabalhos de limpeza e cura, acompanhado pela amorosa presença da Vó Benedita na primeira parte. Após o intervalo, foi a vez do Pai Miquimba assumir a condução, trazendo a força serena e acolhedora dos Pretos Velhos nos atendimentos.


Gira de Terça-Feira (Mãe Juliana) - Relato pela médium Helenita de Iemanjá 🐚

Iniciamos a gira com a reflexão sobre agosto, mês dedicado a Omolú, que nos lembra que a morte não é o fim, mas sim a transformação. A vida nos apresenta períodos de declínio e reinício, e isso constantemente se repete ao longo de nossa existência. Que possamos aproveitar este mês para emanar luz a todos que amamos, desde os próximos ou ausentes, encarnados ou desencarnados.

Sob a condução de S. Sete Flechas, Ogum abriu os trabalhos. Em sequência, a cura veio com Oxóssi, o amor de Iemanjá e os ventos de Mamãe Iansã. S. Sete Flechas nos lembrou que não é a oração ao acender a vela que importa, mas a intenção e a abertura para sentir quando os espíritos estão em terra.

Após, com a alegria das matas, sucedeu-se ao Oló e, com a condução amorosa de Vovó Sabina, recebemos o acalento dos Pretos-Velhos e encerramos a gira! 👵🏾🌺📿



Gira de Quarta-Feira (Mãe Luane) - Relato por Pai Raphael de Ogum ⚔️

Nos ensinamentos de Mãe Luane de Iemanjá, somos convidados a encontrar o sagrado no agora. A celebração da vida não deve esperar por grandes festas, pois o axé que nos move pulsa em cada amanhecer, em cada gesto cotidiano.Quando o mar da vida está revolto e a dor parece nos afogar, ela nos lembra: o sorriso é um ato de fé. Não para negar a tempestade, mas para saudar a vida que insiste em resistir. É uma prece silenciosa que acalma as águas internas e mostra que, mesmo na tristeza, a força de Iemanjá nos sustenta.Abrir-se para esse pequeno gesto de alegria é abrir-se para o fluxo do universo. É permitir que a dor seja lavada, dando espaço para que novas possibilidades, como ondas suaves, cheguem à nossa praia. A verdadeira celebração é essa: honrar cada dia com a coragem de um sorriso. A força de Ogum já firmada com o Caboclo do Mar, o passe, a limpeza e a energização dos consulentes estavam ainda mais intensos. Os atendimentos das macas foram realizados em duas rodadas, finalizando estes, na força de Iansã. No segundo momento, a força da esquerda presenteou com os ensinamentos do S. Maré sobre honrar quem se é, sobre conhecer seus valores e não se comparar com ninguém.


Gira de Quinta-Feira (Mãe Lilian) - Relato pelo Capitão Alan de Ogum 🛡️

Hoje venho registrar em palavras o que vivemos na gira desta quinta-feira. E que gira! Um encontro marcado pela reorganização, por reflexões importantes e, acima de tudo, pela força de união da nossa corrente.


A noite começou com a reflexão da Mãe Lilian, que abordou um tema simples à primeira vista, mas profundamente transformador: vibração. O que estamos emanando para o mundo? Quantas vezes, ao nos depararmos com dificuldades, somos rápidos em apontar para fora: “alguém fez um trabalho para mim”, “tem encosto no meu caminho”. Mas será que não somos nós mesmos os nossos próprios encostos? Será que a nossa forma de pensar, de sentir e de falar não está moldando exatamente aquilo que está retornando? A Mãe Lilian nos convidou a olhar para dentro com mais verdade, mais coragem. Porque aquilo que a gente vibra é aquilo que a gente atrai. Simples assim. E mudar essa vibração começa por reconhecer que a responsabilidade também é nossa. Foi um convite direto, sem rodeios, para rever a energia que temos espalhado por aí.


Logo após, a corrente iniciou os trabalhos da primeira parte da gira, marcada por uma novidade importante: a nova disposição das macas de atendimento, autorizada e determinada por S. Curumataí. Não foi perfeito (afinal, era a primeira vez), mas já foi um passo muito próximo do ideal. Com o apoio e esforço da corrente, vamos seguir aprimorando esse formato.


Nesta primeira parte, os atendimentos foram realizados com a força do Povo do Fogo, Iabás, Pretos Velhos e Erês. E com uma surpresa: a própria Vovó Benta desceu em terra ainda durante os trabalhos de cirurgia. S. Curumataí comandou os atendimentos até a metade da leva, e então a Vó assumiu, atendendo alguns filhos que precisavam diretamente dela. Inclusive, durante o intervalo da corrente, ela permaneceu em terra, seguindo os atendimentos, algo raro e especial de se testemunhar.

Todos acreditavam, até então, que a segunda parte seria comandada por algum caboclo, seja S. Pena Branca, S. Sete Pedreiras ou até mesmo S. Curumataí; mas acabou se transformando em uma continuação do trabalho da própria Vó Benta, que permaneceu em terra até o encerramento da gira. Os atendimentos seguiram com a força dos caboclos, todos os consulentes foram recebidos, mas com a Vó conduzindo de perto todo o processo.


A reflexão final foi direcionada a um tema que, muitas vezes, negligenciamos no dia a dia de gira: a família de santo. Com seu jeito leve e provocador, a Vó Benta brincou perguntando a alguns se sabiam o nome da pessoa que estava ao lado. E a resposta, na maioria das vezes, foi negativa. “E essa é a família de vocês?”, provocou, com um sorriso no rosto. Propôs, então, um pequeno jogo: escolhessem um número: 1, 3, 5 ou 7. O escolhido foi o 7. A partir disso, ela determinou: temos sete semanas para aprender o nome de todos os irmãos e irmãs da corrente.


Capitão Robson, com memória viva do passado da casa, lembrou que há cerca de dez anos, todos usavam crachás com seus nomes. E que isso, com o tempo, se perdeu. A Vó aproveitou o momento para nos lembrar da importância de conhecer o outro, de se apresentar, de reconhecer a presença do irmão de fé, dando a missão de toda a corrente voltar a se identificar. Afinal, se nos chamamos de irmãos, se nos consideramos uma família de santo, não podemos deixar que o nome do outro seja um mistério. Família que é família se conhece, se cuida e se reconhece.


Foi uma gira de organização, de reestruturação e de reconexão com o que realmente importa. Que a energia vibrada por cada um de nós siga se refletindo na construção de uma corrente ainda mais forte, consciente e unida.


Saravá a toda a corrente! 

Saravá Vovó Benta! 

Salve os caboclos! 

E que a nossa vibração seja sempre de luz!


Gira de Sábado (Mãe Luane) - Relato por Pai Raphael de Ogum ⚔️

Mãe Luane nos convida a uma reflexão sobre as prioridades da vida ao comparar as gerações. A forma como criamos nossos filhos hoje é muito diferente, e ela nos faz questionar as facilidades que, em teoria, o passado não tinha e vice-versa. Em um tempo não muito distante, a narrativa era de grandes guerreiros e vastas conquistas. Agora, para as gerações futuras, vivemos um paradoxo: tentamos oferecer mais do que, talvez, nós mesmos tenhamos tido. Nesse cenário, torna-se essencial não apenas ensinar, mas, acima de tudo, estar disposto a aprender. Educar, em sua essência, é saber dizer "não" com o mesmo carinho com que se diz "sim". É vibrar com cada vitória e, fundamentalmente, acolher o aprendizado que vem com cada derrota. A vida se resume a como você lida com suas múltiplas situações. É a experiência, boa ou ruim, que nos permite evoluir, extraindo entendimento e sabedoria de cada acontecimento. S. Caboclo do Mar e S. Ventânia em terra, trouxeram a força de Ogum combinada com a força da justiça, limpando e energizando a todos que estavam no passe e na ferradura de cura. Ao segundo momento dos trabalhos, uma super gira neutra, os marinheiros, baianos, boiadeiros e ciganas, nos presentearam com mensagens de aprendizado e causando reflexão: As sabedorias ancestrais nos ensinam que a verdadeira prosperidade, como mostram os Ciganos, não está no dinheiro, mas na afetividade e nas trocas, onde um simples sorriso tem o poder de unir. Os Boiadeiros reforçam essa ideia ao valorizarem o trabalho honesto e, acima de tudo, a família escolhida, aquela unida pela lealdade e pela necessidade mútua, não pela aparência. Para navegar as emoções dessa jornada, os Marinheiros nos lembram da importância de ter uma âncora: um ponto de equilíbrio entre alegrias e tristezas, que nos estabiliza sem nos prender. Por fim, os Baianos nos ensinam que tudo isso se conecta às nossas raízes, que devem ser vividas diariamente. Eles mostram que é a mistura de beleza e sofrimento que molda nosso caráter, e que o objetivo final da vida é simplesmente ser — com amor, autoconhecimento e a coragem de pertencer.


Projetos esportivos

Dança do ventre

Nesta segunda-feira, nossas alunas mostraram que a paixão pela dança é mais forte que o frio. Com dedicação, exploraram movimentos sinuosos divididos ao meio, combinando-os com deslocamentos para criar novas possibilidades de expressão corporal.

Os ensaios seguem a todo vapor, mergulhando nas danças folclóricas de diferentes países árabes! Aqui, falamos de um encontro entre técnica, cultura e sensibilidade, onde cada passo conta uma história e cada gesto celebra a beleza dessa arte milenar.


Dança cigana

Nesta segunda-feira gelada lá fora, o clima dentro da sala foi o oposto: puro calor humano e energia vibrante nas aulas de Dança Cigana Artística. Retomamos as atividades com foco nos movimentos de braço e postura, pois são detalhes que fazem toda a diferença na presença e na expressão de cada bailarina.

Entre passos, sorrisos e o som que embala a alma, reafirmamos uma verdade simples e bonita: correndo, a gente chega mais rápido; andando, chegamos mais longe; mas dançando… ah, dançando, a gente é mais feliz! ✨💃🏼


Capoeire-se

No Capoeire-se Kids, iniciamos a Batalha das Cores 🎨🔥 — uma proposta divertida e inspiradora para estimular a criatividade, a memória e o conhecimento. As crianças coloriram histórias reais do seu dia a dia, conectando-as com tudo o que aprendemos e vivenciamos na capoeira. Cada cor escolhida foi também um jeito de expressar sentimentos, experiências e conquistas, fortalecendo o vínculo entre corpo, mente e imaginação.

No Capoeire-se Adultos, tivemos ainda a alegria de receber a visita especial do Mestre Cacá e da Poly, vindos de São Paulo. A troca foi rica e profunda, abordando as valências da movimentação e, principalmente, como corporificar essas experiências. Foi uma vivência que vai muito além do movimento: um aprendizado sobre como aprimorar o corpo em sintonia com a mente para desenvolver a fluidez e a presença de um bom jogo.

A capoeira segue sendo um espaço de encontro, resistência e liberdade. Entre treinos, rodas e reflexões, cada participante explora seu potencial físico e emocional, fortalecendo não apenas o corpo, mas também os laços com a cultura, com a comunidade e consigo mesmo. É a reafirmação de que a capoeira é mais que um exercício, é uma arte viva que nos transforma por dentro e por fora!


Muay Thai

É com muita alegria que anunciamos o retorno das aulas de Muay Thai aos projetos sociais do TVB! Agora em novo horário, toda quinta-feira, às 18h, você tem um encontro marcado para movimentar o corpo, fortalecer a mente e viver momentos de superação e amizade.

Seja para aprender, treinar ou simplesmente se desafiar, nossas portas estão abertas para receber você com muito axé, energia e acolhimento.

💪 Vem sentir a força, a disciplina e a união que o Muay Thai proporciona!

📅 Quintas-feiras | à partir de 28/08 | 🕕 18h


Projetos terapêuticos

Terapias integrativas

As terapias integrativas do nosso projeto continuam sendo um espaço de acolhimento, cuidado e transformação. No último período, realizamos mais de 60 atendimentos presenciais e mais de 170 atendimentos à distância, levando bem-estar e equilíbrio a quem buscou nossas práticas, seja no encontro presencial ou no conforto do lar.

O trabalho foi conduzido com dedicação e amor por nossos terapeutas, que atuam de forma voluntária não apenas nos atendimentos, mas também no próprio caminho de reforma íntima, refletindo e colocando em prática aquilo que ensinam.

Entre os aprendizados vivenciados, esteve a reflexão sobre a importância de viver com plenitude, buscando realizar aquilo que desperta alegria e satisfação genuína. Foi um convite para olharmos para dentro e reconhecermos quais atividades nos trazem realização além das obrigações diárias, cultivando momentos que alimentam nossa alma e nos conectam com o que há de melhor em nós mesmos.

Aqui, cada atendimento é mais que uma técnica: é um encontro com o cuidado, a escuta e a possibilidade de transformação.

Salve sua Luz! 🧘🏽‍♂️✨🙏🏽


Projetos sociais

Feira/Xepa Solidária

Em mais uma semana iluminada na Feira Solidária, os voluntários se uniram e, entre coleta, separação e entrega, 10 voluntários ocuparam espaços de dedicação e humanidade, totalizando em 367,60kg de alimentos frescos destinados a redistribuição inteligente e solidária, tornando possível uma trajetória digna deste alimento até a mesa de famílias que hoje, não poderiam adquirir essa nutrição comprando nas feiras ou mercados. Veja só a totalização da semana:

🍆 Coleta Mercado Regional do Cajuru: 250,36kg

🥦 Coleta Feira Mercês (Praça 29 de Março): 117,24kg


🥬 Total da Coleta:367,60kg

🌱 Destinados a compostagem: 76,70kg

🥗 Distribuídos para comunidade: 290,90kg


Que Pai Oxóssi possa abençoar à todos com muita fartura: na mesa com o alimento, no corpo com a saúde e no espírito com alegria! Saravá! 



Marmita Solidária - Relato pela Capitã Liliane de Iansã

Toda semana muita gente se abastece de alimento, calor e amor com a marmita que sai da cozinha da Vó. E como funcionária TVB tenho a visão privilegiada de todo esse processo, desde a chegada de cada insumo através do cesto da Vó e da Xepa Solidária, passando pelo som do cortador de legumes durante a tarde e o cheirinho de feijão temperado, seguido do ronco dos carros que saem ao final da tarde levando as caixas térmicas. Dentre esse processo, imagino sempre a figura da Vó Benta dentro da cozinha do terreiro, matutando sobre cada grão, porção ou pedaço que vai dentro das marmitas. Ela prepara o que chega, com zelo, junto dos voluntários e da Bete. 


Essa semana, devido ao frio na cidade, a quantidade de legumes vindos das feiras caiu o suficiente para me dar um aperto no coração. O frio de Curitiba não perdoa ninguém, nem as cenouras. Mas antes mesmo que minha preocupação virasse ação á respeito, vi chegar sacos de cebolas, batatas, abobrinhas que de saquinho em saquinho encheram um cesto. Tudo obra dos médiuns, frequentadores e voluntários da Casa. Lembrei imediatamente do ilustre S. Zé. Quantas vezes ele já nos ensinou sobre valor e sobre movimento? O valor de cada alimento, e o movimento em prol do bem. Caridade se faz parado? Aprendi com ele que não. E da mesma maneira que imagino a Vó na cozinha, consigo ver S. Zé fazendo o necessário para que cada grão, porção ou pedaço chegue onde precisa. Ele se movimenta onde precisa para que os insumos venham (através da Xepa Solidária, do cesto e demais doações), e para que o alimento já preparado vá exatamente para mão de quem necessita através dos voluntários das entregas. 


Mais uma vez, eu vi uma semana inteira onde S. Zé trouxe para que a Vó pudesse cozinhar, e cada voluntário presente é um braço deles. Com isso, aprendo todo dia, que o amor da Vó só alcança a tantos e tantas porque existem médiuns, frequentadores e voluntários que o levam consigo para onde vão. 



Saravá a Cozinha da Vó! 

Saravá cada voluntário! 

Saravá nossa Casa!


Projetos culturais

Crochêterapia

O encontro desta semana foi simplesmente maravilhoso! 🌟 O assunto rendeu muito e a troca de informações foi intensa, cheia de aprendizados e novas ideias para as nossas produções. Entre pontos e conversas, compartilhamos experiências, técnicas e até segredinhos que fazem toda a diferença na hora de criar.

Tivemos a alegria de receber o Pai Luiz e o Henry, que mostraram que arte e terapia são para todos que amam um bom desafio! 💪✨ Mais uma prova de que crochê não é coisa de vovó, é coisa de gente inteligente, criativa, que curte desafios e ama a produção artesanal.

E como todo bom encontro da Crochêterapia, não faltou aquele café delicioso que aquece o coração. ☕💬 Na próxima semana, ele estará novamente nos esperando, junto com muitas ideias novas e, claro, boas conversas.

💌 Quer participar? Basta ter entre 3 e 120 anos de idade, não importa o gênero, e trazer consigo a vontade de aprender, criar e se conectar. As portas estão abertas e o convite está feito! Toda terça, das 14h as 18h no Terreiro Vovó Benta!

O que acontece na Crocheterapia, fica na Crocheterapia! hehehehe


Leia+/Biblioteca Pai José

Para mais uma leitura de conhecimento e experiência adquiridos através das palavras e vivências deste mundo, fica aqui uma super dica de leitura: no livro Treze Almas, o autor Marcelo Cezar dá voz às palavras do espírito Marco Aurélio através de um romance, relatando a história fascinante de vida de uma das treze vítimas encontradas em um elevador no trágico incêndio do Edifício Joelma, ocorrido em São Paulo em 1974. Mergulhe nesta história que conta sobre vida, dúvidas, respostas, milagres e mistérios.


Publicado em:

16 de agosto de 2025

Horário das giras:

Segunda a Sexta - 19h às 23h

Sábados - 17h às 21h

Nossa raiz é forte. Nossa fé é antiga. Nosso amor é infinito.

© 2024 by Instituição Religiosa de Umbanda Vovó Benta

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