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Revista Digital

Edição #42

  • Foto do escritor: Terreiro Vovó Benta
    Terreiro Vovó Benta
  • 20 de jun. de 2025
  • 20 min de leitura

13 de jun. de 2025 à 19 de jun. de 2025

Na semana passada, os médiuns do Terreiro de Umbanda Vovó Benta fizeram a renovação do Amaci, a lavagem da cabeça (do Ori) para reafirmar a conexão com a Casa. O ritual aconteceu no mesmo dia em que celebramos o aniversário do TVB, comemorando 12 anos de muito amor, fé, união e axé em nossa caminhada – junto daqueles que chegaram lá no início, dos que vieram agora e dos que ainda farão parte da nossa grande família! Foi tempo de celebrar a ancestralidade, de louvar o sagrado e agradecer todas as alegrias e bênçãos. Reverenciar também a força e determinação que S. Curumataí sempre nos ensina para ultrapassar os obstáculos, transformando aquilo que já nos impediu de algo ou nos desorientou um dia em ensinamento. A Mãe Lilian de Iemanjá, dirigente do TVB, nos conta mais desse dia especial na coluna da semana!


Na nova edição da Revista Digital do Terreiro Vovó Benta, você também confere as atualizações nos projetos nesta semana. Os encantos nos ensaios da Dança do Ventre e da Dança Cigana, os acolhimentos com muita luz na Terapias Integrativas, a colheita da semana na Xepa Solidária e as entregas do projeto Marmita Solidária estão reunidos aqui. Também tem um encontro diferente, mas ainda muito especial, da equipe do Crochêterapia. Separe uns minutinhos por aí para uma boa leitura e vem pra Casa da Vó! 👵🏾🩵



Renovação de Amaci: quando a fé se refaz em ervas, águas e amor

No dia 14 de junho, data tão simbólica quanto sagrada para o Terreiro de Umbanda Vovó Benta, vivemos juntos mais uma Renovação de Amaci. Esse ritual ancestral que não apenas nos reconsagra no caminho espiritual, mas também nos recorda o porquê de estarmos aqui, juntos, como uma grande família de axé, compromisso e fé.


Como nos ensina Seu Curumataí, caboclo de Ogum que rege nosso congá com bravura e determinação, o Amaci precisa ser renovado anualmente para que a memória dos nossos propósitos não se perca no tempo e, mais do que isso, para que a emoção viva do chamado espiritual nos atravesse novamente, como vento na mata, como água de cachoeira. Ele nos conta que os povos originários também assim o fazem: próximo ao dia de Oxóssi, em janeiro, refazem o batismo em suas aldeias com ervas e águas sagradas, celebrando a vida, a espiritualidade e os laços que unem os seus.


E há muita sabedoria nisso! Segundo ele, essa renovação fortalece a família. Reafirma os vínculos afetivos, a responsabilidade coletiva, a certeza de que ninguém caminha só. Como uma aldeia ou um terreiro: um por todos, todos por um. Essa é a base de uma casa espiritual unida, forte, próspera... como deve ser.


Neste ano, o ritual de renovação caiu exatamente no aniversário do nosso terreiro. Não poderia haver presente mais bonito! Desde as 9h da manhã, o terreiro se transformou em um jardim sagrado. A hierarquia chegou com fé e mãos dispostas, e entre folhas maceradas, rezas sussurradas e alimentos energéticos em preparação, o espaço se encheu de axé e amor. Tivemos cinco horas para tudo… e, como num toque de magia, antes mesmo do meio-dia já havíamos concluído os preparativos. Uma vitória coletiva que aqueceu nossos corações e nos alimentou para a gira.


Às 15h, com pontualidade e firmeza, os trabalhos começaram. E que força! O Amaci se derramou sobre os filhos da casa como um banho de luz, raízes e ancestralidade. Cada guia espiritual presente parecia sorrir diante da entrega dos médiuns, cada ponto cantado ressoava não só nos atabaques, mas também nos corações. Às 17h15, a renovação se encerrava, deixando no ar o perfume das ervas e a certeza de que algo muito especial havia acontecido.


Mas não paramos por aí. Às 18h, já estávamos prontos para acolher nossa amada assistência com o amoroso trabalho dos Pretos Velhos. Que vibração linda! Passes, palavras doces, conselhos que são como sementes plantadas na alma. E então, como se o dia ainda pedisse mais bênçãos, viramos para uma noite de luz com os Exús, que além de orientar os consulentes, fortaleceram toda a corrente mediúnica do TVB com sua força firme, reta e necessária.


Foi um dia inesquecível. Um dia em que o tempo espiritual e o tempo do calendário se encontraram para celebrar nossa história, nossa missão e nossa fé.


Que o Amaci renovado nos mantenha unidos, comprometidos e vibrando sempre no amor que constrói, cura e fortalece. Que venham muitos outros 14 de junho… e que a nossa ancestralidade e os guias sigam nos guiando.


Axé sempre! 

Que os Pretos Velhos nos abençoem e que os Exús nos protejam!


Mãe Lilian

Giras

Gira de Segunda (Mãe Lilian) – Em um relato de Pai Luiz de Oxóssi 🌿

Na reflexão inicial, Mãe Lilian de Iemanjá trouxe seu axé com muita gratidão pelos trabalhos realizados em nossa casa e pelo final de semana de muito amor e dedicação de todos, que tornaram a gira de renovação possível. Com a presença de todos os Pais e Mães de Santo da Casa e toda a Hierarquia, os trabalhos iniciaram às 9h e finalizaram após mais de 12 horas de muito axé e fé. Aproveitando a notada ausência de alguns filhos da corrente, Mãe Lilian chamou a atenção para esse fato e para como, muitas vezes, estamos ausentes em nossas próprias vidas. Há coisas que não conseguimos ver. Em diversos momentos, sentimos a ausência de pessoas, mas será que conseguimos sentir as nossas próprias ausências? Muito difícil! E essas pessoas também não ficam sabendo que sentimos a falta delas, seja qual for o motivo. Mãe Lilian convidou todos a entrarem em contato com esses irmãos e dizerem a eles o quanto fizeram falta na gira.


Por último, lançou a informação em primeira mão sobre a realização de nossa tradicional Festa Junina/Julina, onde realizamos atividades lúdicas e brincadeiras festivas. Aproveitamos a ocasião para uma competição saudável de arrecadação de diversos itens úteis para o ano todo no terreiro, como papel higiênico, sacos de lixo, produtos de limpeza e muitas outras coisas para a manutenção do local. 


Assim, iniciou-se o ritual de abertura da gira com uma linda invocação a Ogum! Seu Curumataí se apresentou para os trabalhos com toda sua energia e vigor, e trouxe sua falange de caboclos para realizar a vibração e o passe para toda a assistência. Para o Bate-Folhas, convocou Seu Ubiratã para que trouxesse a força de Oxóssi e os caboclos e caboclas para realizar o atendimento de todos que vieram tratar ansiedade e depressão. Logo após indicar os banhos para a semana, iniciando com o de descarrego e os demais seis de alegria, finalizaram esses atendimentos e iniciaram o ritual de Amaci. Após a lavagem das cabeças, invocaram os guias regentes dos filhos que fizeram Amaci e, finalizando com a força de Iansã, Seu Curumataí e Seu Ubiratã encerraram seus trabalhos e foram a Oló.


Nesta gira, Vó benta surgiu em surpresa e, após o intervalo, Seu Zé Pilintra deixou um ensinamento valioso!



 Clique para ler o relato completo de Pai Luiz!

Na reflexão inicial, Mãe Lilian de Iemanjá trouxe seu axé com muita gratidão pelos trabalhos realizados em nossa casa e pelo final de semana de muito amor e dedicação de todos, que tornaram a gira de renovação possível. Com a presença de todos os Pais e Mães de Santo da Casa e toda a Hierarquia, os trabalhos iniciaram às 9h e finalizaram após mais de 12 horas de muito axé e fé. Aproveitando a notada ausência de alguns filhos da corrente, Mãe Lilian chamou a atenção para esse fato e para como, muitas vezes, estamos ausentes em nossas próprias vidas. Há coisas que não conseguimos ver. Em diversos momentos, sentimos a ausência de pessoas, mas será que conseguimos sentir as nossas próprias ausências? Muito difícil! E essas pessoas também não ficam sabendo que sentimos a falta delas, seja qual for o motivo. Mãe Lilian convidou todos a entrarem em contato com esses irmãos e dizerem a eles o quanto fizeram falta na gira.


Por último, lançou a informação em primeira mão sobre a realização de nossa tradicional Festa Junina/Julina, onde realizamos atividades lúdicas e brincadeiras festivas. Aproveitamos a ocasião para uma competição saudável de arrecadação de diversos itens úteis para o ano todo no terreiro, como papel higiênico, sacos de lixo, produtos de limpeza e muitas outras coisas para a manutenção do local.


Assim, iniciou-se o ritual de abertura da gira com uma linda invocação a Ogum! Seu Curumataí se apresentou para os trabalhos com toda sua energia e vigor, e trouxe sua falange de caboclos para realizar a vibração e o passe para toda a assistência. Para o Bate-Folhas, convocou Seu Ubiratã para que trouxesse a força de Oxóssi e os caboclos e caboclas para realizar o atendimento de todos que vieram tratar ansiedade e depressão. Logo após indicar os banhos para a semana, iniciando com o de descarrego e os demais seis de alegria, finalizaram esses atendimentos e iniciaram o ritual de Amaci. Após a lavagem das cabeças, invocaram os guias regentes dos filhos que fizeram Amaci e, finalizando com a força de Iansã, Seu Curumataí e Seu Ubiratã encerraram seus trabalhos e foram a Oló.


Nesse mesmo momento, com a subida deles, Vó Benta se apresentou com toda sua alegria e amor. Finalizando o trabalho de Iansã, acolheu a todos os filhos e chamou a Capitã Liliane para junto de si, e os demais filhos ao seu redor, para dirigir algumas palavras de alento e carinho. Ela falou que sempre que nos sentirmos assoberbados e agitados, devemos nos sentar e fechar os olhos. Assim, sentiremos a presença dela para nos acalentar, pois não precisa estar "arriada" em Lia para dar atendimento e acalento. Seja em qualquer momento que sentirmos essa necessidade, basta se assentar e fechar os olhos, respirar lentamente e, em oração, ela se achegará a nós.


A Vó perguntou qual era a "pulga" que nos incomoda. Utilizou Pai Willian como exemplo, e ele falou sobre a pulga da preocupação com as contas. Vó Benta demonstrou que, muitas vezes, essas "pulgas" são criadas por nós mesmos. Pois, se você trabalha com dedicação e amor, tudo é possível alcançar e conquistar. A Vó contou que em sua vida nunca teve um vintém no bolso, mas com muito trabalho conseguiu tudo o que precisava, inclusive pagou pela alforria de muitos irmãos negros naquela época. E essa riqueza de ter sua família, o teto sobre a cabeça, seu alimento na mesa e até mesmo o ar que respira... você é a maior riqueza que precisa, pois essa é a sua vida. No dia em que estiver preocupado, pare um momento e faça sua oração, e a Vó virá para acalentar e trazer a tranquilidade que você necessita para reorganizar as ideias e conseguir seguir sua vida com verdadeiro sentimento de gratidão. Não deixe de perceber o que é mais valioso no caminho da sua vida.


Ela ainda deixou um ensinamento: "7 dias da semana. Desses, use 6 para o trabalho e 1 dia para o descanso. Se alimente com as 7 cores dos orixás, como Curumataí ensina, beba bastante água e se banhe. Esse é o maior dos amalás que você faz para você mesmo. Não se escravize atrás do vintém; viva a vida com serenidade e amor, pois esse é o maior valor que você pode dar para sua vida."


Assim, Vó Benta disse que essa "pulga" ela já tratou e que voltará em outras ocasiões para tratar as outras "pulgas" da vida de todos, uma de cada vez. Deixou seu axé e amor num delicioso gole de café bem docinho e, com sua benção, subiu sob o canto e muita fumaça do seu cachimbo, indo a Oló.


Mãe Lilian explicou um pouco sobre o recado da Vó. Ela lembrou a história sobre sua infância vivida com limitações financeiras e sem luxos, o que a fez desejar possuir muitos bens e dinheiro quando adulta. Jurava que trabalharia para ter tudo o que pudesse, para nunca mais passar vontade de ter nada e poder usufruir de tudo de melhor que o dinheiro pudesse proporcionar: casas, carros e muito mais. Porém, a vida quis mostrar a grande lição para ela quando foi acometida de um problema de saúde que poderia ter tirado os movimentos de suas pernas e braços. Assim, a grande lição de vida foi que de nada adiantariam os bens materiais se você não pudesse usufruir e aproveitar o melhor da vida, que é a sua própria vida. Essa história completa está no livro "O Primeiro Passo", que está disponível no site do terreiro. Com esse exemplo de vida, ela demonstra a importância que devemos dar à nossa vida em primeiro lugar e, mais do que viver em prol do dinheiro, viver em prol de si mesmo primeiramente. Assim, todo o restante da vida ficará melhor e mais prazeroso de ser vivido.


Após o intervalo, para a gira de baianos, tivemos a presença única e inigualável de Seu Zé Pilintra, que chegou um tanto consternado e desgostoso com o que ele considerou uma recepção morna e pouco empolgante. Sentiu e reclamou da falta de vibração e energia que poderia ser tão forte quanto a dele em estar ali para atender a todos. Contou a todos que deixara uma exuberante companhia chamada Sandra, a quem ele cortejava, admirado com tamanha formosura e beleza estonteante. E que isso deveria ser valorizado por todos, justamente pelo fato de ele ter aceitado a missão de fazer o atendimento neste dia em detrimento ao seu deleite com tal companhia deixada em Osasco.


Iniciou sentado ao centro e perguntou quem ali havia pedido a presença dele e quem precisava dele naquela noite. Mandou chamar a todos que quisessem atendimento para que adentrassem a área de Gira e se assentassem ali à sua frente. Ele disse que estava feliz quando a área foi tomada pela maioria dos presentes. Falou que atenderia a todos com rapidez e agilidade, pois estava com pressa para voltar para a festa em Osasco, pois ali "parecia um velório". Iniciou oferecendo um gole de sua cachaça para quem quisesse beber e ser atendido por ele. Falou que, quando se "amortece" um pouco o juízo, fica mais fácil não somente falar o que se sente, mas também compreender o que precisa ouvir, pois, às vezes, queremos renegar a orientação. Ele afirmou que atenderia a todos que ali estavam sem que fosse necessário ninguém dizer uma só palavra. E com o papo reto e direto, seriam todos atendidos.


Ele disse a todos como seria feito o trabalho de atendimento, sem que ninguém precisasse dizer nada, nem ficar à sua frente com lamentos e lamúrias desnecessárias. Assim ele falou: "Peguem uma vela e uma garrafa de cachaça e vão abrir a garrafa com a mão, sem abridor. Vai virar a garrafa sobre o trilho ativo onde passa o trem e, no trilho, equilibrará a vela sobre a garrafa virada e faça seu pedido. Quando o trem passar pela manhã e fizer, com a força de Ogum no calor do ferro com ferro, estará completa a 'macumba'. Em 21 dias seu pedido será atendido, mas haverá a necessidade de uma paga. A paga será 14 coisas (qualquer coisa), que você puder doar a quem precisa, onde precisar. Pode até ser uma cachaça para algum vivente que necessite. Pois para alguns, essa cachaça pode ser a única coisa que vai aquecer a sua noite ou dia. E você terá 21 dias para fazer essa paga a quem necessitar. Além disso, será necessário fazer um '7', e esse será um trabalho para seu Anjo de Guarda. Serão 7 semanas para seu Anjo de Guarda firmado de verdade. 7 velas de 7 dias, serão 49 dias para tratar de você. Em um prato liso de barro, coloque 7 ramos de alecrim em forma de flor e acenda a vela e coloque cachaça, ou água, no prato sobre os alecrins. Após passar a primeira semana, retire os alecrins e lave o prato. Torne a colocar mais sete galhos de alecrim e a cachaça ou água e acenda a nova vela. Repita isso nas sete semanas. Após essas semanas, na oitava semana, deverá levar o prato de barro limpo para que ele veja. Vai levar junto uma vela normal (palito) e um coco. O que será feito? Se nesses 49 dias, você se compreender melhor, se reconhecer e fizer diariamente um exercício simples de se reconhecer... ele firmará seu Anjo de Guarda nesse prato. Se você falhar, ele vai quebrar esse prato, vai quebrar o coco e você vai precisar repetir tudo de novo por mais sete semanas. Vai retornar na oitava semana, e se você não se reconhecer, não se abastecer de quem você é... o seu prato será quebrado de novo e você vai retornar a fazer por mais 7 semanas tudo de novo. Mas você terá somente 3 chances. Afinal, não está escrito otário na testa de Zé Pilintra!"


Para todos que beberam da cachaça de Seu Zé, ele pediu para que levassem uma garrafa de cachaça para ele! O trabalho da firmeza da vela sobre a garrafa de cachaça, sobre o trilho ativo do trem, deve ser feito entre meia-noite e, no máximo, 3 da manhã. Se não conseguir, "vaza". E não se assustem, pois Seu Zé pode fazer questão de ir lá e se apresentar para quem ele achar necessário. Pois ele já fez isso com a Mãe Lilian, Pai Willian e João (filho deles). E na hora da oferenda, ele se apresentou a um morador de rua a quem ele denominou José Bonifácio. Então, não se assustem se acontecer com vocês. Ao contrário do que todos pensavam, que haveriam vários baianos "arriando" no terreiro para fazer atendimentos, não foi necessário. Somente Seu Zé atendeu a todos de uma só vez.


"Meu ponto hoje é uma garrafa, uma vela. Meu trabalho não é ouvir lamúria de ninguém; não tem nenhum padre aqui, nem confessionário. Todos estão atendidos! Você sabe qual é o seu lado esquerdo? Do lado esquerdo, a força da Quimbanda! Do lado direito, a força da Umbanda! Mas se você se sentar ao contrário, como fica? O que é direita e o que é esquerda? O que é Umbanda e o que é Quimbanda? Conseguem entender o que é direita ou esquerda? A sua dúvida sobre o que é... E Zé Pilintra? É a Força Neutra! Não importa o lado que você estiver virado! Você vai olhar para o mar, vai olhar para o esquerdo e direito, e Zé Pilintra está nos dois! Eu sou o galo que canta na sua orelha, sou o Pai Preto que reza por você! Eu sou o que você precisa! Mas eu nunca vou ser o seu escravo! Se você confiar em mim, em Deus e em você, tenho a tríade que preciso!"


Seu Zé se despediu de todos e disse que já estava pronto para voltar para os braços de Sandra. Abençoou a todos com cerveja, se preparou para a subida e dançou. Pediu por todos com a energia sagrada e boas vibrações de Ganesha, sob as palmas e o canto do mantra de Ganesha... foi a Oló!


Saravá Seu Zé Pilintra! Saravá o Terreiro Vovó Benta! Saravá todos vocês! 🥥✨


Gira de Terça-Feira (Pai Gustavo)

Na última gira, Pai Gustavo iniciou a reflexão falando sobre o Amaci e o que ele representa para nós. Ele contou sobre como foram os primeiros Amacis dele e de Mãe Cristina. Também acalmou os médiuns que estavam ansiosos para seu primeiro Amaci, dizendo que o nervosismo sempre estará presente – como tudo aquilo que fazemos com amor e dedicação envolve uma certa ansiedade, por nos preocuparmos em como tudo deve sair perfeito. Na renovação, a mesma coisa, afinal, é um novo ciclo que se inicia e sempre queremos recomeçar da melhor maneira. Após a reflexão e o rito inicial, S. Ubirajara chegou em terra e, junto dele, chegou também Vó Benedita. Ao conduzir a gira, S. Ubirajara chamou a força das matas com a energia dos caboclos de Oxóssi. Após, a alegria dos Erês preencheu o terreiro e acolheu a todos durante o momento de cura. A limpeza e doçura de Oxum também acolheu a assistência.


Antes de finalizar os atendimentos e iniciar o Amaci dos novos médiuns, S. Ubirajara deixou um ensinamento importante: Não escolha ser sozinho, pois isso é o mesmo que escolher sofrer. Não se permita passar por isso. Quando conquistar alegrias, devemos ter alguém com quem compartilhar. O caboclo de Oxóssi também falou dos animais e sobre essa partilha da alegria. Zambi criou os animais para compartilhar o amor do mundo e para que nós também compartilhemos o amor com eles também. 


Vó Benedita, com sua doçura, nos ensinou sobre a família que o coração escolhe. Todos temos aqueles que compartilham do mesmo sangue que nós, que são nossa família carnal, aqueles “que nascem junto”. Mas há também quem não nasceu na mesma família, que conhecemos depois de anos e que nosso coração acolhe como alguém da família. É preciso abrir o coração para acolher essas pessoas, permitir que elas compartilhem seu amor conosco. Mas também é preciso abrir o coração para ser acolhido como família. Adorei as almas! Salve a força dos pretos e pretas velhas! 🕯️☕


Gira de Quarta-Feira (Mãe Luane) – Em um relato de Pai Raphael de Ogum ⚔️

Em mais uma quarta feira iluminada, os médiuns se dedicaram aos trabalhos da gira com amor e devoção.

Mãe Luane iniciou a noite, após a reflexão cantada e organização para os Amacis, com uma reflexão sobre o dia 18/06, Dia do Orgulho Autista, convidando a todos para refletir sobre a beleza que a diversidade tem. O TEA, como condição, é uma forma única de sentir e perceber o mundo - e no espaço sagrado que cultivamos e dividimos, precisamos pensar e reafirmar com amor sobre todas as formas de existência e sobre o quão divina é cada uma delas.


Pensando sobre, é preciso pensar sobre a inclusão: não se trata de apenas 'permitir' o outro como ele é, mas reconhecê-lo em sua totalidade, potências e desafios. É respeitar seu tempo, sua expressão, sua forma de estar e transformar o mundo. Como casa de fé, é também nosso dever cultivar o respeito, a acessibilidade e a empatia. Para iniciar os demais trabalhos mediúnicos, a oração se fez em conjunto, para que os guias e Orixás ensinem à todos, em todos os dias, a ouvir além das palavras, acolher além de gestos e amar além de qualquer condição! E que o axé desta gira, e de todas elas, encontre também aqueles que muitas vezes se sentem invisíveis na sociedade.


Já com o Caboclo do Mar e os caboclos de Ogum em terra, houve o descarrego e passe em nossa assistência, para que os trabalhos de maca iniciassem. Foram realizados em duas rodadas a comando do Chefe da gira e posteriormente ele explanou sobre a importância de fazer parte, assim como os seus filhos que realizaram o Amaci. O Amaci é a lavagem de cabeça (como o batismo) que o médium realiza ao ingressar em um terreiro de Umbanda. Na segunda parte, os trabalhos seguiram com os Exus a comando de S. Exu Maré. Com os atendimentos já realizados, os Exus falaram sobre a importância do tempo e da dedicação aos novos atendimentos que irão acontecer no TVB ❤️‍🔥🔱



Gira de Quinta-Feira (Mãe Lilian) -  em um relato por Pai Amilton de Oxóssi 🍃

Você consegue, durante a sua rotina, ter um único momento de qualidade? Foi com esse questionamento, a pedido da Vó Benta, que a Mãe Lilian de Iemanjá iniciou a reflexão na última gira de quinta-feira. Muitas vezes, na correria de nossos dias, não conseguimos parar os nossos afazeres para ter um minuto de conexão conosco e com o sagrado. Um momento somente nosso, sem esperar que outras pessoas estejam dispostas a viver o mesmo instante. Essa pausa pode acontecer de várias formas: uma parada para um café, olhar as folhas das árvores balançando ao vento ou até mesmo apenas aquietar os pensamentos e viver um minuto de paz. Um instante para escutar a natureza, escutar seus pensamentos e coração e muitas vezes até as suas orações. Ainda que pareça difícil silenciar todos os pensamentos, a prática contribui para um momento de reflexão, reforma íntima e conexão intensa. “Esse momento de qualidade é realmente você, sem nada que deturpe quem você é, o corpo que você habita, onde você está na jornada da sua vida e o quanto você ainda quer desbravar.” Agindo dessa forma, colecionando esses momentos de qualidade, com o passar do tempo a vida se torna uma existência de qualidade. 


Após esse momento o rito inicial, defumação e o pãozinho da Vó prepararam todos para o começo dos trabalhos. Na força do canto, das palmas e do couro, S. Curumataí chega em terra para comandar os atendimentos da noite. Foram atendidas trinta e oito pessoas que buscaram nossa casa de fé nesta noite em busca de auxílio para enfermidades do corpo físico. Nesta noite ainda tivemos o ritual de lavagem de cabeça – Amaci de dois filhos novos. Os ventos e a força de Iansã vieram para finalizar toda a limpeza do primeiro momento da gira. Após o intervalo, em uma gira de caboclos, Vó Benta veio em terra juntamente com Pai Inácio para conduzir, de maneira amorosa, os atendimentos da noite. Pai Amilton de Oxóssi fez a firmeza das matas com o Caboclo Guará e todos os médiuns de atendimento trabalharam com os seus pais de cabeça. Vinte e duas pessoas que vieram até a nossa casa em busca de auxílio para questões pessoais tiveram a oportunidade de conversar com os caboclos que estavam em terra. Na sequência, foi chamada a alegria dos Erês e dos Curumins que preencheram com alegria todo o congá. Por orientação da Vó, todos os espíritos infantes deveriam abraçar as pessoas que estavam ao centro, retirando toda a tristeza e instalando a alegria plena no coração.  


Vó Benta então explicou a sua presença nessa noite: vinha trazendo, como já anunciada na gira de segunda-feira, mais uma “gota de sabedoria”, ensinamentos transformadores que ela nos presenteia. A segunda gota está relacionada com a reflexão inicial da noite: os momentos de qualidade. Ela nos ensina que esses instantes devem acontecer como uma prece diária, simples e verdadeira. Assim que despertamos para o dia, devemos nos abençoar, saudar a nossa existência com gratidão por Deus permitir que estejamos nesse corpo. Aceitar o corpo que temos, funcional e dinâmico. Olhar para o nosso corpo com carinho e consciência, percebendo que através dele podemos certificar a grandeza de Deus vivenciando todas as maravilhas de sua criação. Muitas vezes quando não nos sentimos bem, alimentamos a vontade de desistir de tudo. Se soubéssemos que o trabalho não é apenas no plano encarnatório, os espíritos continuam na labuta. E não há nada mais bonito do que amar e ser amado! Se a nossa caminhada não anda florida, perfumada de flor é porque nós escolhemos assim. Deus nos deu o livre arbítrio. “Você realmente acha que não pediu para Deus a vida que tem? Será que é apenas por você ou por todos os ancestrais que nem lembra quantos são?” Com voz doce e olhar calmo, ela perguntou se viemos para esse mundo apenas para sofrer. Balançando sua cabeça e espalhando fumaça no ar, nos afirma que é 🕯️🌿



Gira de Sexta-Feira (Mãe Luana)

Em mais uma sexta-feira, a corrente, engoma e hierarquia de S. Serra Negra iniciaram a abertura dos trabalhos.


Dando continuidade aos ensinamentos da semana anterior, na qual S. Serra Negra nos ensinou que, ao clamarmos por justiça, devemos fazê-lo com alegria e felicidade, pois estamos diante da oportunidade e da bênção de entregar esse pedido nas mãos da espiritualidade. Nesta semana, as velas da assistência foram acesas para quem segue no trabalho de justiça, voltado ao autoconhecimento e à autojustiça.


Nesse momento, a força de Iansã foi chamada e, após sua subida, as velas permaneceram acesas. Seu Serra Negra nos falou sobre a força da fé: mesmo com o vento, as chamas não se apagaram. E é justamente esse vento que é sempre maior e auxilia no processo. Nesta primeira parte, contamos com as forças de Xangô, Iansã e das Crianças em conjunto e harmonia.


Na segunda parte da gira, os atendimentos foram conduzidos por Seu Sete Estrelas e pelos Caboclos de Ogum. Os trabalhos aconteceram com serenidade e, ao mesmo tempo, com agilidade, pois o dia seguinte seria (e foi) muito especial para nossa casa de fé, e ainda havia muito por fazer para deixar tudo limpinho e organizado ⚔️🌟

Projetos esportivos

Dança do ventre

Na última segunda, a aula contou com a presença de três novas alunas que vieram conhecer o projeto. A turma estudou o movimento twist e algumas aplicações dele em diferentes músicas ✨❤️‍🔥



Dança cigana

Aula de Dança Cigana Artística sempre com novas atividades e nessa não foi diferente! Nossas alunas trabalharam ritmos para conhecerem o próprio gingado, aprender a diferenciar a mudança de ritmo e como podem explorar os movimentos. Aprender a coreografia, mas, acima de tudo, se solta para curtir a música sem pressa e com mais segurança! 💃🏼✨




Projetos terapeuticos

Terapias integrativas

Uma nova semana de atendimentos e muita luz no Espaço Terapêutico Pai José! Na noite de terça, nossa equipe refletiu sobre como nossas ações diárias e nossa dedicação com nossas convicções podem honrar nossos mestres e professores! Reunimos 18 terapeutas iluminados que atenderam 45 assistidos presencialmente e mais 124 pessoas e 6 pets a distância. Namastê! 🙏🏻


Projetos Sociais

Xepa e Feira Solidária

Você sabia que a Xepa e a Feira Solidária são projetos que caminham juntos? Um não existe sem o outro. É a coleta com nossos feirantes parceiros que garante alimentos de alto valor nutricional para nossa comunidade! No último fim de semana de trabalho, nossos 10 voluntários se distribuíram entre coleta, separação e entrega dos alimentos que são entregues (em sua maioria) para as famílias que participam toda semana fazendo sua feira nos pontos de distribuição 🍆


Total Coleta Xepa Solidária - 247,10kg, sendo:

🥬Destinado à Feira Solidária: 226,00kg

♻️Destinado à compostagem: 21,10kg



Marmita Solidária

A Cozinha da Vó não para! Sempre com muito carinho, nossos voluntários preparam refeições ricas em amor e nutrientes para alimentarem o corpo e o espírito de todos aqueles que precisam. Venha ser um voluntário do projeto! Seja na preparação, empratamento ou entrega, sua ajuda é mais do que bem-vinda. Procure a Secretaria TVB e saiba mais como participar 🍽️




Projetos culturais

Crochêterapia - com informações da Mãe Lilian de Iemanjá 🌊

Entre linhas, laços e cuidado! Nesta semana, nosso tão esperado encontro da Crochêterapia aconteceu de um jeitinho diferente… O surto respiratório que nos pegou de surpresa acabou colocando várias de nós “de castigo”...  de cama mesmo! Nem todas puderam comparecer, e eu (Mãe Lilian), inclusive, precisei me ausentar também. Mas o coração esteve lá, trançando fios invisíveis de afeto, saudade e amor.


Mesmo com os bancos mais vazios, sabemos que nosso laço é forte como ponto baixo bem feito. Aquelas que puderam estar presentes mantiveram acesa a chama da nossa roda, com a ternura de sempre. E para quem ficou em casa, entre canecas de chá, repouso e cobertinhas, que essa pausa seja também tempo de cura e cuidado.


Na próxima terça-feira, estaremos todas firmes e fortes, prontas para mais uma tarde de fios, risos e aconchego. Porque na Crochêterapia, o que não se vive com as mãos, se sente com o coração.


Biblioteca Pai José




 
 
 

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Horário das giras:

Segunda a Sexta - 19h às 23h

Sábados - 17h às 21h

Nossa raiz é forte. Nossa fé é antiga. Nosso amor é infinito.

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